Quando o término não foi escolha sua

Luto após um término indesejado do relacionamento.

Essa é, talvez, a reação mais esperada após um término. Ela pode envolver tristeza recorrente, saudade e dor psíquica.


É comum haver uma oscilação entre o desejo de retomar a relação e a aceitação de que ela acabou. Isso costuma ser vivido como confusão: “não sei o que quero”, “uma hora quero uma coisa, outra hora quero outra”. Mas é importante saber que esses dois polos podem coexistir dentro de você ao mesmo tempo.


O término é recente. Não houve tempo suficiente para esquecer totalmente e seguir adiante, mas também a mente não fica parada, ela já começa, ainda que de forma imperfeita, a elaborar a perda.


Ter consciência disso ajuda a reconhecer padrões de impulsividade e a evitar decisões tomadas exclusivamente a partir de um dos polos emocionais, que muitas vezes podem gerar arrependimento e culpa depois. Aqui, a questão central não é “o que fazer”, mas conseguir integrar desejos e afetos antes de agir.


Com o tempo, é esperado que essa oscilação diminua, tanto pelo distanciamento temporal em relação ao término quanto pelo próprio processo de elaboração. Às vezes, a realidade também ajuda, lembrando você de aspectos positivos de não estar mais naquela relação.

Marcel Cardoso · CRP 06/161086

Psicologia Clínica · Terapia Psicodinâmica

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